Frithjof Schuon
Nascido
em 1907 e falecido em 1998, Frithjof Schuon foi o principal porta-voz
da chamada "Escola Tradicionalista" ou "Perenialista",
que conta, entre seus luminares, o filósofo francês René Guénon (1886-1951),
o acadêmico anglo-indiano Ananda Coomaraswamy (1877-1847) e o metafísico
suíço Titus Burckhardt (1908-1984).
De Schuon, há algumas décadas, escreveu o tomista inglês Bernard Kelly: "Sua obra tem a autoridade intrínseca de uma inteligência contemplativa." Mais recentemente, um destacado acadêmico norte-americano, o professor Huston Smith, declarou: "Em nossa época, [ele é] a perfeição em profundidade e amplitude. Não conheço nenhum pensador vivo que possa rivalizar com ele." O entendimento de T.S.Eliot foi semelhante. Com relação ao primeiro livro de Schuon, Eliot escreveu: "Não encontrei trabalho mais impressionante na área dos estudos comparativos das religiões orientais e ocidentais."
Em seus livros e sua vida em geral, paralelamente a sua continuação
da crítica perspicaz e irrefutável do mundo moderno que Guénon iniciara,
Schuon alcançou cumes insuperáveis na exposição da verdade essencial
– iluminadora e salvífica – que reside no coração de toda forma revelada.
Schuon chamou essa verdade supra-formal de Religio perennis.
Este termo, que não implica uma rejeição dos termos similares Philosophia
perennis e Sophia perennis, contém, não obstante, a
indicação de uma dimensão adicional infalivelmente presente em seus
escritos: a idéia de que o entendimento intelectual engendra uma responsabilidade
espiritual, de que a inteligência tem de ser complementada pela sinceridade
e pela fé, e de que o "ver" (em elevação) implica o "acreditar"
(em profundidade). Em outras palavras, quanto maior nossa percepção
da verdade essencial e salvífica, maior nossa obrigação em termos
de um esforço para a "realização" interior ou espiritual.