René Guénon

René Guénon nasceu em Blois, no famoso Vale do Loire, na França dos castelos de contos de fadas, e morou e estudou por vários anos no Quartier Latin – centro da agitação cultural parisiense. Mas foi no Oriente que ele encontrou inspiração e suporte intelectual para sua vasta obra (27 livros, publicados nas principais línguas, inclusive o Português), especialmente na filosofia do Vedanta da Índia, na sabedoria chinesa e no sufismo, cujos princípios universais ele tratou de reelaborar em estilo acessível aos ocidentais. Ele foi, assim, o mais oriental dos filósofos europeus no século XX; tão oriental, de fato, que viveu com a família seus últimos 20 anos no Cairo.


René Guénon foi o mentor do método ‘universalista’ de estudo dos legados intelectuais das diferentes civilizações, tendo sido um dos primeiros a apontar para a solidariedade substancial dos patrimônios culturais das distintas tradições e para seus fundamentos filosóficos comuns, por trás das diferenças de doutrinas, ritos, moralidades e formas artísticas. Ao mesmo tempo, foi um crítico severo do exclusivismo religioso e de todo ‘comunalismo’ e fundamentalismo extremista. Foi também um pioneiro da crítica da mentalidade materialista e individualista de nossos tempos. Para ele, o moderno Ocidente vive em profunda crise de valores e de sentido porque se separou de suas raízes espirituais e esqueceu as dimensões mais profundas da existência. Guénon foi, ainda, incomparável na exposição e explicação dos símbolos e mitos nas diversas culturas. Seu livro Símbolos da Ciência Sagrada (S. Paulo, Pensamento, 1993) é uma prova disso.


Nas primeiras décadas do século XX – quando começou a publicar seus livros e artigos – ele por assim dizer se ergueu, praticamente sozinho, para expor com precisão ‘matemática’ as contradições do mundo e da mentalidade de então. Mundo o qual a grande maioria dos homens acreditava ter um futuro róseo e radiante, cegados que estavam pelo encanto do ‘culto’ da ciência e da tecnologia, que a todos os problemas, afinal, resolveria. O pensamento quase unânime de então era que tudo ia se tornar cada vez melhor, graças ao progresso da técnica, e que o homem finalmente estava se encaminhando para o paraíso.


Como um João Batista do século XX, ele foi a voz que clamava no deserto do racionalismo europeu. Como um Atanásio, lutou sozinho contra os erros e as ilusões de uma mentalidade que ele considerava materialista, relativista e racionalista. Racionalista por crer na razão individual como a única fonte e como a única legitimadora de toda forma de conhecimento. Materialista por crer, do mesmo modo, que só a matéria, o que pode ser pesado, mensurado e tocado, é real; que por não poder ser quantificado, o espírito não é real. Relativista por negar o conceito do Absoluto, seja no campo filosófico, religioso, ou mesmo ético, moral e social; por pretender relativizar tudo que é objetivo, tornando , portanto, tudo subjetivo e instável.

Guénon surgiu como um autor singular por tratar destas profundas questões de uma perspectiva puramente intelectual e objetiva; em seus escritos, as dimensões moral e sentimental, a despeito de seu valor, não constituem o principal vetor, que é, ao contrário, representado pela inteligência e o discernimento.


A despeito de sua importância e do impacto causado pela força de suas idéias, os biógrafos de Guénon ressentem-se da carência de informações acerca de sua vida pessoal. Pois o autor francês sempre foi extremamente reservado e não tinha o menor interesse pela individualidade, nem a sua, nem a de outros. Característica esta diametralmente oposta ao de nossos dias, nos quais a curiosidade ilimitada das pessoas e o furor dos meios de comunicação de massa em saciá-la colocam as informações mais reservadas e privadas de determinado indivíduo praticamente ao alcance de todos. Guénon considerava-se apenas um transmissor da sabedoria perene, e não reivindicava em absoluto qualquer ‘originalidade’ . Ele fazia tanta questão do anonimato que um leitor de seus livros – que era seu vizinho no Cairo – ficou perplexo ao descobrir, quando de sua morte, que a pessoa em questão era ninguém menos que o famoso René Guénon!


O que se sabe da vida do indivíduo é, assim, inversamente proporcional à profundidade e influência de sua obra; quanto a este último ponto, basta dizer que ao longo da última década dezenas de livros foram publicados sobre ele e também que, se consultarmos um desses buscadores eletrônicos na Internet, como o Google, por exemplo, centenas de páginas aparecerão ao digitarmos o nome de Guénon. Seja como for, sabemos ao certo que René-Jean Marie Joseph Guénon nasceu em Blois, no Vale do Loire, na França, em 15 de novembro de 1886. Seu pai, Jean-Baptiste Guénon, era arquiteto; sua mãe, Anna-Leontine Jolly, dona de casa; ambos católicos piedosos, deram ao filho uma educação religiosa tradicional. (Isto, contudo, não impediu que ele manifestasse certa incompreensão acerca de alguns aspectos da perspectiva cristã, assunto que discutiremos mais adiante.)

 

Profundamente interessado por filosofia e matemática desde a juventude, Guénon mudou-se para Paris em 1904, aos 18 anos de idade, para prosseguir seus estudos no Collège Rollin.
Na capital francesa, envolveu-se com o movimento ocultista que então agitava parcela do mundo intelectual e artístico parisiense. Foi, por exemplo, admitido numa ‘ordem martinista’, a qual seria um suposto ramo da ‘cavalaria cristã’, e também na ‘Fraternidade Hermética de Luxor’, bem como em algumas obediências maçônicas e na ‘Igreja Gnóstica’. Chegou mesmo a assumir posições de destaque nessas organizações, algo que lhe propiciou informações preciosas para a sua posterior e radicalmente crítica postura anti-ocultista. Sua intensa participação nessas sociedades foi, neste sentido, providencial. Rompeu com o ocultismo, considerando-o uma contrafação, desprovida de qualquer ensinamento sério: “O equívoco da maior parte dessas doutrinas pseudo-espiritualistas é o de ser não mais do que materialismo transposto a outro plano, e de querer aplicar ao patrimônio do espírito os métodos que a ciência ordinária emprega para o estudo do mundo material”, ele escreveu em dezembro de 1909.

 

Sobre o ocultismo em geral, escreveu livros como L'Erreur Spirite, publicado originalmente em Paris em 1923, e Le Théosophisme - Histoire d'une pseudo-religion, de 1921, obras que não perderam sua relevância e que continuam sendo publicadas, lidas e debatidas. Desnecessário dizer que, por causa delas, granjeou visceral oposição de parte do submundo ocultista em geral. A este respeito, é interessante reproduzir aqui o que Mircea Eliade escreveu:

 

“A crítica mais erudita e devastadora de todos esses assim chamados grupos ocultistas foi feita, não por um observador externo racionalista, ‘de fora’, mas por um membro do círculo interno, alguém devidamente iniciado em algumas de suas ordens secretas e familiarizado com suas doutrinas ocultas; ademais, esta crítica foi feita, não a partir de uma perspectiva cética ou positivista, mas a partir do que ele chamou ‘esoterismo tradicional’. Este crítico culto e inteligente foi René Guénon.” (Ocultismo, Bruxaria e Correntes Culturais. Belo Horizonte, Interlivros, 1979. p. 59.)

 

Nesta mesma época, nas primeiras décadas do século XX, Guénon entrou em contato com hindus da escola Advaita-Vedanta, com quem aprofundou seus conhecimentos da metafísica não-dualista de Shankara – o principal formulador desta doutrina –, os quais utilizaria em toda a sua obra subseqüente. Vem daí também seus contatos com o meio católico francês, no qual pontificavam figuras como o filósofo neo-tomista Jacques Maritain e o padre Sertillanges, entre outros.

 


Guénon passou a escrever então, década de 1920, para a revista católica Regnabit. Contudo, a reivindicação para a Igreja, por parte de alguns desses intelectuais, da posse exclusiva da verdade, forçou Guénon – em razão de sua postura ‘universalista’ e não exclusivista – a deixar seu quadro de colaboradores. Alguns mais exaltados, não contentes com isto, chegaram a levar ao Vaticano um pedido para incluir seus livros no famoso Index. Mas o papa de então, Pio XI (1922-1939), bem como seu sucessor, Pio XII (1939-1958), negaram o pedido, demonstrando compreensão pela essência dos seus ensinamentos.

 


Pouco antes disso, em 1917, foi nomeado professor de filosofia na Argélia, onde viveu cerca de um ano; foi seu primeiro contato direto e prolongado com o mundo do Islã. Após a morte de sua primeira mulher, Bherta Loury, ele abandonou Paris, em 1930, com destino ao Cairo. Seu objetivo era pesquisar e traduzir textos da mística islâmica. Consumado poliglota, sabia também o latim, o grego, o hebraico, o sânscrito, o alemão e o espanhol. Habitou numa casa simples, situada nos arredores da capital do Egito, até 1951, quando faleceu. Seu cotidiano era totalmente dedicado ao estudo e à escrita, além da manutenção de uma espantosa correspondência com interlocutores em quase todas as partes do mundo, inclusive o Brasil. Seu primeiro tradutor para o português, Fernando Guedes Galvão, de São Paulo, correspondeu-se com ele por mais de duas décadas, de 1929 a 1950. No Egito, Guénon se casou novamente, com Fátima, filha de um cheikh da centenária confraria mística Qadiriah, e teve quatro filhos.


Guénon é autor de livros até hoje considerados importantes para se entender a crise de valores do mundo contemporâneo, algo que tem sido admitido mesmo por aqueles que não esposam suas idéias; o prêmio Nobel de literatura de 1947, André Gide (1869-1951), por exemplo, escreveu em seu diário:

“O que me teria sucedido se eu tivesse lido os livros de René Guénon em minha juventude? Nesta altura, porém, eles ainda não haviam sido escritos. Agora é demasiado tarde, os dados já estão lançados. Mantive-me e mantenho-me ao lado de Descartes e de Bacon. Não importa! As obras de Guénon são notáveis e aprendi nelas muita coisa.” (Journal, 1942-1949)

Em vida, publicou 17 livros; postumamente, mais uma dezena de obras vieram à luz, abordando uma vasta gama temática. Da importância dos símbolos para se entender a sabedoria das distintas civilizações ao legado do pensamento chinês, da concepção político-religiosa de Dante Alighieri à história do ocultismo moderno, da Cabala à maçonaria, passando pela alquimia, a mística islâmica, a filosofia indiana e a matemática, sempre tendo como pano de fundo a filosofia perene.


O professor Kenneth Oldmeadow dividiu a obra guenoniana em cinco categorias, advertindo ao mesmo tempo que se trata de uma classificação algo arbitrária, mas que não obstante ajuda a melhor entendê-la. As categorias correspondem grosso modo a períodos da vida de Guénon. A primeira é a dos escritos ocultistas, abrangendo até a primeira década do século XX; vem em seguida a fase de crítica do ocultismo; a terceira categoria é a dos escritos sobre a metafísica oriental; a quarta, sobre a iniciação; e a quinta e última abrangendo a crítica da mentalidade materialista e relativista.


Entre estes últimos escritos, destacam-se A Crise do Mundo Moderno (Lisboa, Vega, 1977, publicado originalmente na França em 1927) e O Reino da Quantidade e os Sinais dos Tempos (Lisboa, Dom Quixote, 1989, cuja primeira edição francesa é de 1945). Duas obras hoje consideradas visionárias por anteciparem a situação de perplexidade hoje experienciada por muitos, mostrando que, se o mundo moderno avançou do ponto de vista material e tecnológico, isto teve e tem um alto custo em termos de degradação intelectual, cultural, moral, ambiental e, na verdade, de toda a ambiência que cerca o homem, por exemplo em termos de explosão da violência nos centros urbanos, da expansão de formas mecanizadas e repetitivas de trabalho, da existência desprovida de sentido, da cultura estupidificante etc. Critica a crença num progresso indefinido e na evolução como uma lei inexorável, ‘dogmas’ modernos desprovidos de base verdadeiramente intelectual.


A doutrina tradicional dos ‘ciclos cósmicos’ é outro tema importante abordado; como transmitida por exemplo pelas tradições da Antigüidade Ocidental – como a antiga religião romana e também celta, ou pelo Hinduísmo –, ensina que um ciclo humano completo abrange quatro eras – e não um ‘progresso’ em linha reta –, indo da mais excelente à mais degradada, da ‘Idade de Ouro’ à de ‘Ferro’, passando pelas de ‘Prata’ e de ‘Bronze’. Guénon mostra que, segundo a doutrina hindu, estamos atualmente na última das quatro eras, e na fase final desta, a qual a cosmologia da Índia denomina Kali Yuga, ou ‘Idade Sombria’, na qual os princípios que normatizam a vida humana estão obscurecidos, esquecidos ou são abertamente contestados.


Em O Reino da Quantidade e os Sinais dos Tempos, propõe por assim dizer uma continuação à A Crise do Mundo Moderno, detalhando e aprofundando os temas tratados, partindo de dois pilares: a teoria dos ciclos e a tendência verificada no mundo moderno de tudo reduzir ao quantitativo, daí a designação de ‘reino da quantidade’, que seria justamente a nossa época. A partir desta base comum, aborda assuntos diversificados, que vão do caráter enganoso das ‘profecias’ às contradições e limitações da psicanálise, da ‘ilusão das estatísticas’ à ‘ilusão da vida comum’ e à ‘degenerescência da moeda’.


Símbolos da Ciência Sagrada é outro livro seminal, no qual expõe a ciência do símbolo e mostra que este não é algo arbitrário, ou fruto da convenção, mas sim que deriva da própria natureza das coisas. Ao partir do dado sensível e concreto, o símbolo aponta para uma realidade mais elevada do que aquela aparente aos sentidos. O não entendimento do simbolismo, no caso da exegese dos escritos sagrados, resulta no literalismo; este por sua vez pode desembocar no chamado fundamentalismo. Se outrora relativamente inofensivo, o ‘fundamentalismo moderno’ é potencialmente explosivo em seu desprezo do rico legado filosófico, cultural e artístico de sua própria tradição e em sua intolerância para com visões e interpretações diferentes das suas, podendo levar às ações extremistas e violentas nos mais ‘militantes’.


Símbolos da Ciência Sagrada inclui ainda artigos publicados entre 1925 e 1950 em diversas revistas francesas, versando sobre o simbolismo das diversas tradições – céltica, islâmica, hindu, cristã, romana, chinesa. Interpretações penetrantes são dadas para diversos tipos de símbolos, do centro e do mundo, símbolos espaciais e geográficos – como a montanha, a caverna, a planície, o labirinto –, símbolos zoológicos, arquitetônicos, paisagísticos, corporais etc. A riqueza simbólica da árvore, só para dar um exemplo, é explorada a fundo, em todas as tradições. As raízes representam os princípios universais; os ramos, a manifestação desses mesmos princípios no tempo e no espaço. Os vários níveis da árvore simbolizam as ‘dimensões’ da realidade. Os frutos são imagem da misericórdia e a sombra, da clemência. Nos galhos, aninham-se os pássaros (símbolos dos estados superiores). Finalmente, a árvore é a imagem por excelência do axis mundi, o tronco representando o eixo vertical e os galhos o horizontal, exatamente como ocorre em outro símbolo fundamental, a cruz.


Os textos que Guénon escreveu originalmente para a revista Regnabit constituem um dos principais interesses de Símbolos da Ciência Sagrada, por mostrá-lo aplicando o método ‘perenialista’ à interpretação de aspectos da tradição cristã. Uma de suas intenções era mostrar a concordâncias das idéias fundamentais desta com as das demais perspectivas. Entre estes textos, incluem-se ‘O Sagrado Coração e a legenda do Santo Graal’, ‘O Verbo e o Símbolo’,
‘A idéia do Centro nas tradições antigas’, e ‘A reforma da mentalidade moderna’. Neste último, lamenta a desconfiança com a qual o simbolismo tem sido visto nos meios católicos e critica a falta de uma visão integralmente intelectual de parte da maioria daqueles que se dizem católicos, os quais muitas vezes encaram a religião fundamentalmente como apenas uma moral e como assunto do sentimento – como uma vaga 'religiosidade' em suma. O Homem e seu devir segundo o Vedanta e Introdução Geral ao Estudo das Doutrinas Hindus são outras obras importantes de Guénon, com sua abrangente exposição da filosofia antiga.


Em seus livros, Guénon não se limita a apontar as contradições e limitações da mentalidade moderna, mas também as saídas e soluções para as perplexidades e os impasses vividos pela consciência contemporânea, respostas as quais, para ele, estão justamente na mensagem da Philosophia Perennis.


Guénon foi, assim, um dos primeiros a dizer conscientemente não à euforia que tomava conta do mundo nas primeiras décadas do século XX, quando a crença nos poderes 'mágicos' da ciência e tecnologia estava em seu apogeu. Ele representou para muitos a objetividade em pessoa, vendo talvez melhor do que ninguém os perigos e males do subjetivismo e do individualismo, e as conseqüências longínquas destes e de outros pilares da weltanschauung predominante, como o culto à indústria (que levou à caótica situação ecológica atual, que ameaça a própria sobrevivência do gênero humano) e ao assim chamado 'progresso', puramente material. Seu agudo discernimento o fez ver exatamente o que estava errado com nosso mundo; ele foi assim um dos primeiros a desafiar intelectualmente, com pleno conhecimento de causa, as crenças do status quo.


Não se pode negar, contudo, que há aspectos problemáticos no legado guenoniano, que têm de ser vistos com olhos críticos. Entre eles, aponta-se a hipervalorização do Oriente, e a conseqüente subvalorização do patrimônio intelectual e espiritual ocidental. Seu equívoco mais grave tem relação com este ponto, pois diz respeito à incompreensão com relação a aspectos da tradição cristã. Metafísico universalista e adepto da perspectiva ‘sapiencial’, Guénon acabou por subestimar a mística devocional – amplamente majoritária no Cristianismo. Ele parecia também desconhecer Mestre Eckhart, que não obstante é um dos autores fundamentais da perspectiva sapiencial no Cristianismo. Errou igualmente ao procurar encaixar a tradição cristã dentro da mesma estrutura que é característica do Islã e do Judaísmo, a qual separa as dimensões ‘exotérica’ (legal, moral, convencional) e ‘esotérica’ (contemplativa). Ao passo que nela estas duas dimensões estão por assim dizer ‘fundidas’. Estas limitações foram, contudo, corrigidas e amplamente superadas pela obra de um ilustre companheiro de Guénon, o filósofo suíço-alemão Frithjof Schuon (1907-1998), que é considerado o outro grande expositor da Philosophia Perennis. Seja como for, a penetração e amplitude excepcionais da obra de Guénon, com sua apresentação e explanação de idéias cruciais, primam sobre estas lacunas. Ao longo deste último meio século, ela conquistou um amplo espectro de seguidores em todo o mundo, em grande parte devido à sua severidade e objetividade, e também – como estimou a Enciclopédia Chambers (Edimburgo, 1991. p. 73) – pela ‘natureza algo profética de suas colocações’.

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(Mateus Soares de Azevedo)